fevereiro 17, 2017

INSPIRAÇÕES DE MAKE & CABELO PARA O CARNAVAL

Apesar de ainda faltarem alguns dias para o Carnaval, todos já estão, como diria Silvio Santos, em ritmo de festa. Este ano ainda não fui a nenhum bloquinho, mas salvei diversas inspirações no meu Pinterest. 

Gel e um pouco de glitter garantem um penteado incrível, e as margaridas de tinta guache? Fácil de fazer e fica lindo! "Sardas" de estrelinhas, fixadas no rosto com cola de cílios postiços, e sombra turquesa... Queria ainda ter o mês de fevereiro inteirinho pela frente para poder usar tudo isso! A partir destas referências podemos deixar nossa imaginação rolar e fugir da, já um pouco batida, coroa de flores. Aproveitando o post, abaixo listei alguns sites que vendem adereços incríveis para se usar nessa época do ano. Um agradecimento especial a minha amiga Maria Júlia, que me apresentou alguns destes links!


Os arcos e fascinators da Tula são de altíssima qualidade, prova disso é que eles estão presentes em várias fantasias do baile da Vogue e outras grandes festas temáticas. Para quem pensa em investir em um acessório de cabeça "fancy" para alguma ocasião especial - inclusive eles têm uma coleção para noivas! - este é o lugar.

Essa lojinha virtual vende uns acessórios super lúdicos que têm tudo a ver com esta época do ano, como por exemplo, brincos neons de alien! hahaha

Comprei um arco "Carmem Miranda" pelo site e chegou muito bem embrulhado, sem contar que eu não estava esperando que pessoalmente a peça seria tão bonita. Me surpreendi! O estilo dos produtos da Can Can Acessórios segue a mesma linha que os da Tula Casqueteria. Para quem quer investir em um adereço de peso que vai durar muitos carnavais!

Esta empresa cria e desenvolve produtos promocionais, entre eles: tatuagens temporárias! As opções de Carnaval estão muito legais, além disso você também pode mandar fazer algo personalizado para usar com os amigos durante estes dias. 

Instagram que vende maiôs e arcos extremamente surrealistas e lúdicos, perfeitos para o Carnaval! Acredito que as vendas são feitas via Direct Message pois não consta site nem telefone para contato no perfil.




Um excelente Carnaval, boys & girls!


Bita



fevereiro 09, 2017

NUNCA É TARDE PARA FALAR SOBRE ALTA COSTURA

Os desfiles de Haute Couture Spring 2017 acabaram há algumas semanas, mas nunca é tarde para abordar este segmento da moda que além de “fora de série”, é sinônimo de prestígio e luxo. Enquanto mostro os momentos mais especiais desta temporada, quero voltar no tempo para compartilhar um pouco do que sei sobre a história da alta costura...

Até o século XVIII, as roupas eram confeccionadas por artesãos que apenas executavam, sem nenhuma autonomia criativa, os desejos de quem podia pagar por seus serviços. No ano de 1846, um inglês chamado Charles Frederick Worth mudou-se para Paris e lá começou a trabalhar em uma loja de tecidos. Doze anos depois, em 1858, ele decidiu abrir um ateliê de costura na cidade, pois percebeu que, com a Revolução Industrial e o surgimento dos teares e máquinas de costura, as roupas estavam sendo produzidas de forma mais rápida e fácil, portanto a “exclusividade” precisava ser revalorizada. Com essa sacada, passou a atender as mulheres mais nobres da corte de Napoleão III, inclusive Eugènie, a Imperatriz.  Worth tinha toda a Europa desejando seus serviços.


A atmosfera do desfile da Valentino que foi, literalmente, puro sonho, já que esta era uma das referências de Piccioli.


A esposa de Worth chamava-se Marie Augustine, ela teve influência direta na maneira do costureiro trabalhar: Worth parou de aceitar opiniões das clientes na hora de desenhar e produzir as peças, criou uma “etiqueta”, o que não existia, e fez de Marie Augustine sua modelo para exibir as roupas, convidando depois outras mulheres e promovendo o que seria o ancestral do atual desfile de moda (aqui eram apresentações regulares, que depois tornaram-se sazonais). As clientes iam até ele por suas criações, o que até então era inédito.

 Em 1968 foi fundada a Chambre Syndicale de la Haute Couture, uma associação de costureiros existente até hoje, que regulamenta as atividades das maisons de alta costura na França. No ano de 1908 o termo “haute couture” foi usado pela primeira vez como conhecemos.


Schiaparelli: Update na lagosta mais famosa do mundo da moda! Aplique em crepe.


Para uma peça de roupa ser considerada Haute Couture é preciso seguir certas regras, algumas delas:

- Ser confeccionada de maneira artesanal, sob medida - com ao menos uma prova – e utilizar materiais de exímia qualidade, podendo levar até pedras preciosas nos bordados.

- O ateliê da maison deve ser em Paris (a não ser o caso das marcas convidadas e representantes, mas não entrarei em detalhes neste post), precisamente no Triângulo de Ouro, que fica localizado entre avenidas Montaigne, Georges V e em um lado da avenida Champs Elysées

- A maison precisa ter ao menos um perfume; apresentar suas coleções duas vezes ao ano com pelo menos 35 looks e empregar um grupo de funcionários em tempo integral.


Diretamente da coleção recorde de elogios de John Galliano para a Maison Margiela desde que o designer chegou lá, o vestido mais "instagramado" desta semana de Haute Couture!


O termo Haute Couture só existe em Paris, é legalmente protegido e só pode ser usado pelas casas que receberam a designação. Não existem “marcas” de alta costura, mas maisons, e o grupo de compradoras é extremamente restrito devido aos valores estratosféricos, uma peça simples pode ter o preço inicial por volta de US$10 mil. Estima-se que no mundo todo exista em média duzentas colecionadoras (se tratando de Haute Couture, é assim que elas são chamadas, isto é, clientes jamais!), algumas delas, para quem tiver interesse: Elena Perminova, Rainha Rania da Jordânia, Ulyana Sergeenko – sim, a própria! - e Mozah Bint Nasser Al-Missned.

Resumindo, a alta costura francesa não rende lucro para nenhuma casa, mas tem a ver com técnica, habilidade criativa e claro, status! É uma verdadeira fábrica de sonhos.



Boulevard of Broken Dreams: A coleção de upcycling, que usou peças da última década, feita por Viktor & Rolf.


Nesta última semana de alta costura algumas das maisons que apresentaram suas coleções foram: 
Ulyana Sergeenko, Zuhair Murad,Guo Pei,Jean Paul Gaultier,Valentino, Viktor & Rolf,Elie Saab, Givenchy, Alexandre Vauthier, Maison Margiela, Ralph & Russo, Armani Privé, Alexis Mabille, Chanel, Giambattista Valli, Atelier Versace, Christian Dior e Schiaparelli.


Givenchy e o último desfile de Riccardo Tisci na casa, após 12 anos. 


Aguardando estes looks nos tapetes vermelhos!



Bita